LÍGIA FRANÇA

BIO

ITALIANO

Ligia França per parlare di sé e raccontare la sua storia, preferisce farlo tramite la musica che ha vissuto e vive oggi, nel suo nordest brasiliano (Rio Grande do Norte) e in Italia, nella bella regione della Laguna di Venezia, dove abita dal 2004. 

Alla giovane età di dodici anni, già si presenta nelle performance del gruppo Pó da Terra, con un repertorio autorale di musica regionale caratterizzato dalla protesta politica.  Erano gli anni 70 e il Brasile attraversava il periodo più duro della dittatura militare. Si afferma, in seguito, come giovane solista della Banda Mecanismo, esibendosi nei locali e nei tipici chioschi affollati del litorale della sua città, Natal, cantando i successi della Musica Popolare Brasiliana (MPB).  Interessata però nel sofisticato sound della bossa-nova, cerca altre formazioni, più intimiste, in duo o trio, per esprimerlo.  In questo contesto, all’inizio della decade di 90, attira l’attenzione di un impresario italiano che le offre un contratto per una stagione di concerti a Milano.

A Torino, in Italia, nel 1998, incide il suo primo disco, VIDA, insieme al co-paesano Roberto Taufic, chitarrista, compositore, arrangiatore e produttore, con canzoni inedite di grandi compositori, famosi nella loro città, Natal.   Il progetto è talmente audace che deve aspettare fino al 2006 per essere pubblicato tramite una campagna in beneficenza appoggiata dalla Porsche italiana, con l’obiettivo di costruire, a Natal, una struttura che accogliesse le famiglie di bambini malati durante la loro cura in città.   I concerti e la vendita delle mille copie di questo album, decisamente, regalano VITA.

MUNDO MELHOR è il secondo album dell’artista e, per produrlo, Ligia fa arrivare, da Natal, l’importante musicista e arrangiatore, Joca Costa.   E’ il 2005 e oltre al brano di Pixinguinha che da’ nome al disco, il repertorio è selezionato tra le canzoni dei più grandi compositori della MPB:  Chico Buarque de Hollanda, Milton Nascimento e Caetano Veloso, più alcuni pezzi inediti composti da musicisti brasiliani residenti in Italia in quel periodo.  E’ un progetto arricchito anche dalla partecipazione di ottimi musicisti italiani, come i chitarristi Sandro Gibellini e Ennio Righetti e che si distingue per gli arrangiamenti orchestrali creati da Joca Costa.  Il lavoro entrerà nel mercato discografico nel 2008.

Qualche anno dopo, nel 2010, arriva il momento di MEU MUNDO E’ HOJE, lavoro con nuovamente la produzione e la chitarra di Roberto Taufic, indubbiamente una sorta di anima gemella dal punto di vista artistico.  Il desiderio di Ligia qui era unire la sua radice brasiliana e un repertorio di compositori attivi negli anni 30 del secolo scorso con l’universo sonoro del jazz.  Il pianista cubano Aruan Ortiz è atterrato a Venezia da New York e Armando Marçal ha fatto lo stesso, arrivando da Rio de Janeiro con la sua maestria percussiva, per concretizzare questa sua idea.  Il risultato fu un grande successo di pubblico e critica, prima del cd e poi della tournée che si estese per l’Europa.  Il primo e unico omaggio alla musica autorale italiana presente in questo album – Guarda che luna di Fred Buscaglione – fu molto apprezzata e scelta per far parte di compilations italiane e europee.

Avendo coltivato a questo punto un fedele pubblico che aspetta i suoi lanci discografici per conoscere canzoni brasiliane di rado registrate in Europa,  arriva il momento per Ligia França di andare in Brasile perché per il suo quarto cd, CONTRASSENSO, lei desidera incidere i ritmi e gli originali strumenti musicali del suo paese.  Nel settembre di 2015, a Natal, Roberto e suo fratello, il pianista Eduardo Taufic la accolgono per arrangiare, produrre e suonare in un disco di sambas e classici della musica brasiliana.  Ancora una volta, il periodo scelto sono gli anni 30, dove la sensibilità di Noel Rosa, Herivelto Martins e Dorival Caymmi, tra altri, trovano nel cuore della nostra interprete il terreno fertile per risaltare tutte le sfumature della sua voce. Questa registrazione viene pubblicata nell’inverno italiano del 2016.

 

PORTUGUÊS

Ligia França para falar de si e contar a sua história, prefere fazê-lo através da música que viveu e vive, no seu nordeste brasileiro e na Itália, na linda região de Veneza, onde reside desde 2004. 

Com apenas 12 anos, ela já está se apresentando ao vivo em Natal com o grupo Pó da Terra, especializado em música regional original, com forte conotação politica.  Eram os anos 70, e o Brasil vivia o período mais duro da ditadura militar.  Logo a seguir se afirma como jovem intérprete solista da Banda Mecanismo, tocando nos bares e barracas do litoral de Natal com um repertório de Música Popular Brasileira (MPB), mas interessando-se muito pelo sound sofisticado da bossa-nova, procura outras formações, mais intimistas, para expressá-lo.  Nesse contexto, no começo dos anos 90, atrai a atenção de um empresário italiano lhe oferece um contrato para uma temporada em Milão. 

Na Itália, em 1998, realiza seu primeiro disco, VIDA, em Turim, com o conterrâneo Roberto Taufic, violonista, compositor, arranjador e produtor, que focaliza um repertório inédito de grandes compositores famosos em Natal.  O projeto é tão audaz que só consegue ser publicado em 2006, através de uma campanha beneficente apoiada pela Porsche italiana para a construção, em Natal, de uma estrutura de apoio que acolhesse as famílias de crianças doentes, em terapia na capital.   Os shows e a venda das mil cópias desse disco, decididamente, doam VIDA. 

MUNDO MELHOR é o segundo álbum e para produzi-lo, Ligia traz especialmente de Natal o importante músico e arranjador, Joca Costa.  Estamos em 2005 e além da canção de Pixinguinha que da’ nome ao disco, o repertorio é escolhido entre as canções dos grandes compositores da MPB:  Chico Buarque de Hollanda, Milton Nascimento e Caetano Veloso, e mais algumas composições inéditas de músicos brasileiros atuantes na Itália.  É um disco que conta também com a participação de ótimos músicos italianos, como os violonistas Sandro Gibellini e Ennio Righetti, e que se destaca pela orquestração realizada por Joca Costa.  Esse trabalho entra no mercado discográfico em 2008.

Passam-se alguns anos e em 2010 chega o momento de MEU MUNDO É HOJE, projeto com a produção e o violão de Roberto Taufic, sem dúvida uma espécie de alma gêmea, artisticamente falando.   A vontade de Ligia aqui era unir a sua raiz brasileira e um repertório dos anos 30 do século XX, a sonoridades jazzísticas.  O pianista cubano Aruan Ortiz aterrissou em Veneza, vindo de Nova York e Armando Marçal fez o mesmo, chegando do Rio com a sua maestria percussiva, para concretizar essa sua ideia.  O resultado foi um grande sucesso de público e crítica, seja para o disco que para a sucessiva tournée que se alargou pela Europa.  A primeira e única homenagem à musica autoral italiana presente nesse álbum – Guarda che luna, de Fred Buscaglione –  foi muito apreciada e rendeu participações em coletâneas italianas e europeias. 

Já com um público fiel que espera pelos seus lançamentos para conhecer canções raramente gravadas na Europa, dessa vez Ligia França vai ao Brasil porque em seu quarto álbum, CONTRASSENSO, ela deseja registrar os ritmos e os instrumentos originais do seu país.  No mês de setembro de 2015, em Natal, Roberto e seu irmão, o pianista Eduardo Taufic, a recebem para arranjar e produzir um cd de sambas e clássicos da musica brasileira.  Mais uma vez, o período focalizado são os anos 30 onde a sensibilidade de Noel Rosa, Herivelto Martins e Dorival Caymmi, entre outros, encontram no coração da intérprete um terreno fértil para todas as nuances da sua voz. Esse registro é publicado no inverno italiano de 2016.

ENGLISH

Ligia França to talk about herself and tell her story, she prefers to do it through the music she lived and lives in her northeastern Brazil and Italy, in the beautiful region of Venice, where she has lived since 2004.

At only 12 years old, she was already performing live in Natal with the group Pó da Terra, specializing in original regional music, with strong political connotations. It was the 1970s, and Brazil was experiencing the hardest period of military dictatorship. Soon after, he affirms himself as a young soloist of the Band Mechanism, playing in the bars and tents of the coast of Natal with a repertoire of Brazilian Popular Music (MPB), but being very interested in the sophisticated sound of bossa nova, more intimate, to express it. In this context, in the early 90's, attracts the attention of an Italian businessman offers him a contract for a season in Milan.

 

In Italy, in 1998, he made his first album, VIDA, in Turin, with countryman Roberto Taufic, guitarist, composer, arranger and producer, focusing on an unpublished repertoire of great famous composers in Natal. The project is so audacious that it can only be published in 2006 through a charity campaign backed by Italian Porsche for the construction in Natal of a support structure that welcomes families of sick children in therapy in the capital. The concerts and the sale of the thousand copies of this record, decidedly, donate VIDA (LIFE).

 

"MUNDO MELHOR" is the second album and to produce it, Ligia brings especially the important musician and arranger, Joca Costa. We are in 2005 and besides the song of Pixinguinha that gives the name to the disc, the repertoire is chosen among the songs of the great composers of the MPB: Chico Buarque de Hollanda, Milton Nascimento and Caetano Veloso, and some new compositions of Brazilian musicians Italy. It is an album that also counts on the participation of great Italian musicians, like the guitarists Sandro Gibellini and Ennio Righetti, and that stands out by the orchestration realized by Joca Costa. This work enters the record market in 2008.

 

A few years go by and in 2010 comes the moment of "MEU MUNDO É HOJE", project with the production and the guitar of Roberto Taufic, no doubt a sort of soul mate, artistically speaking. Ligia's will here was to unite her Brazilian roots and a repertoire from the 30's of the twentieth century to jazz sounds. The Cuban pianist Aruan Ortiz landed in Venice from New York and Armando Marçal did the same, arriving from Rio with his percussive mastery, to materialize this idea. The result was a great success of public and critic, for the disc that for the successive tournée that was extended by Europe. The first and only tribute to the Italian songwriting on this album - Guarda che luna, by Fred Buscaglione - was highly appreciated and earned appearances in Italian and European collections.

Already with a faithful audience waiting for her releases to meet songs rarely recorded in Europe, this time Ligia França goes to Brazil because in her fourth album, CONTRASSENSO, she wants to record the original rhythms and instruments of her country. In September 2015, in Natal, Roberto and his brother, the pianist Eduardo Taufic, receive it to arrange and produce a cd of sambas and classics of Brazilian music. Again, the focus period is the 30's where the sensitivity of Noel Rosa, Herivelto Martins and Dorival Caymmi, among others, find in the interpreter's heart fertile ground for all the nuances of his voice. This record is published in the Italian winter of 2016.